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PROJETO RIO ARAÇA
NOSSO RIO GURI
APRESENTAM
Fatima Gimenez
'Suplica de um rio'
Não deixem morrer meu rio
me ajudem por favor...
http://culturadaquerencia.blogspot.com/2010/12/projeto-arroio-araca-apoio-minha.html#comment-form
Encerrando a mesa com os palestrantes, na 1ª Etapa - em 03/12/10 - os Secretário Paulo Ritter, Celso Barônio e Luis Carlos Bertotto.
Ritter, da Secretaria da Educação, apresenta o preâmbulo da Carta da Terra: 'Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.'
Barônio, da Secretaria do Meio Ambiente, fala sobre a questão do cuidado com arroios e rios de forma que os vejamos com tais e não como vias de esgotos sanitários. Sugere que as áreas dos arroios sejam transformados em parques, trabalhando na lógica da sustentabilidade, pensando na qualidade de vida para nossa cidade.
02/09/10 -a Mãe das Águas e amostra da nascente seguem para casa da Mãe Rose no bairro Harmonia. 04/09/10 - Romaria das águas segue para a Paróquia Sagrado Coração de Jesus no bairro Harmonia.
05/09/10 - entrega da Rainha da Ecologia e da amostra da água da nascente na paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro Mato Grande.
06/09/10 - após receber a Imagem da Senhora das Águas equipe da Secretaria da Cultura vai até a nascente para coletar água da Fonte Dona Josefina, patrimonio cultural e natural da cidade.
06/09/10 - na última parada em Canoas da imagem da Nossa Senhora das Águas a amostra da nascente do Araçá fica na casa do Pai Paulinho no bairro Estância Velha.
Água que verte, vertente;
Água que corre, corrente;
Água é vida, vivente.
A nascente na fonte Dona Josefina verte naturalmente de forma intermitente, em maior ou menor proporção, protegida a 104 anos pela sensibilidade do antigo dono das terras, que levantou uma proteção em volta do olho d'àgua.
Hoje a nascente depende da sensibilidade da comunidade e o Projeto do Rio Guri busca informar, divulgar, para que a preservação aconteça. Participando do movimento Romaria das Águas as águas desta nascente se unem a outras mais, da bacia do Guaíba, num ato de pedido de cuidado e valorização deste bem natural.
Venha juntar-se a nós!
Através do convite da FAUERS, da Coordenadoria da Diversidade, do Projeto Arroio Araçá: Nosso Rio Guri, com apoio do Gabinete do Vereador Nelsinho, foi lançada em Canoas a 17ª Romaria das águas em 23 de junho de 2010.
Em grande expediente na Câmara de Vereadores de Canoas, atendendo requerimento do Vereador Nelsinho Metalúrgico, o evento transcorreu com a presença do Irmão Antonio Cechin e demais religiosos, além das pessoas ligadas as áreas de meio ambiente, educação e social.
Irmão Antonio Cechin - Movimento Romaria das águas, Vereador Nelsinho, Celso Barônio - Secretário do Meio Ambiente e Prof. Maria Inês Pacheco - articuladora do Projeto Arroio Araçá: Nosso Rio Guri
Líder fundador deste evento o Irmão Antônio Cechin enfatizou que, além de movimento religioso, a Romaria é uma mobilização social com o objetivo de chamar a atenção de todos para a importancia da água em nossas vidas e da situação deste elemento vital no cotidiano das cidades.
Vários representantes do Projeto do Rio Guri estiveram presentes: integrantes da Pastoral da Ecologia, Casa de Caridade Pai Thomé, Axé Jovem, das ONGs Bem Me Quer e Araucária, da Uniaxés, Quilombo Chácara das Rosas, Coordenadoria da Juventude, o artista plástico Gilberto Fettuccia, as profs. Ivone Bolico, Elisabete Fettuccia e Mª Helena Flores e a FAUERS, cujo Presidente, Everton Alfonsin, entregou um projeto de participação da federação na Romaria com solicitação para que este movimento faça parte do calendário de eventos de Canoas. Também, convidou a todos para a primeira reunião de organização do Romaria no sábado - 03/07/10, ás 9h, no santuário de Nossa Senhora Aparecida das Águas, localizado na Ilha Grande dos Marinheiros.
Através dos encontros que se inicia nesta data é que vai se formatando a romaria, com definicões de datas de coletas nas nascentes, roteiro e conteúdo de peregrinação da Santa, definição das participações das cidades que fazem parte da Bacia Hidrográfica do Guaíba e organização necessária durante todo o período do evento e para o dia 12 de outubro.
Destacam-se ainda as seguintes presenças neste lançamento:
Porto Alegre – Pastoral da Ecologia, Movimento Social da Ihas do Guaíba
Viamão – Coordenadoria da Diversidade e Pastoral da Ecologia
Alvorada – ONGs Se Ame, Acata, Centro Africano Iemanjá e Oxalá Fraternidade Ogum Beira Mar, Ilê Axé Oba, Centro Africano Inhançã e Bará;
Esteio – Coordenadoria de Políticas, Secretaria de Arte e Cultura, Grupo Unir Raças;
Canoas – Frei Wilson Dallagnol da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Secretarias da Educação e Desenvolvimento Social, Associação das Mulheres Negras, ONG Uriel, Coordenadoria da Igualdade Racial, Coordenadoria da Mulher, Comunidade Negra, Conselho de Cultura, Centro Espírita de Umbanda Oxum Maré e Ogum Beira Mar, CRAOT - Conselho Regional do Ambiente e Ordenamento do Território.
Uma das principais nascentes do arroio Araçá, a Fonte Dona Josefina foi revitalizada e entregue ontem como parte da programação da Semana do Meio Ambiente. O serviço, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente, consistiu na limpeza dos 400 m² de área, desassoreamento (remoção de entulhos) e plantio de nova vegetação. O local agora é considerado Área de Proteção Permanente (APP).De acordo com a diretora de Educação Ambiental, Estela Peuckert, foram removidos cinco caminhões de lixo. Após análise da Corsan, a água foi classificada como imprópria para o consumo. Próximas ações devem incluir o cercamento e a iluminação.
Lembranças resgatadas
A Associação Beneficente Caminhos da Paz também colaborou com a limpeza. O presidente, Hélio Gomes dos Santos, conta que há 30 anos sua família buscava água ali.’’Mesmo sem poder utilizar para este fim, o importante é resgatar a memória e trazer o natural de volta’’, enfatiza. Embelezada por flores e pássaros, que voltaram a frequentar o ambiente, a paisagem modificada chamava a atenção para o que será considerado um novo ponto de lazer no município. O aposentado Raul de Oliveira Moraes, 56, revivia lembranças do passado. ‘‘Isso era muito bonito. As senhoras lavavam roupas e depois estendiam nas árvores’’, recorda.
Esta nascente está recebendo a atenção merecida por todas. Parabéns pela iniciativa e vamos esperar que a população saiba valorizar e cuidar deste bem natural e histórico.
"Nossos olhos já estão tão acostumados à paisagem local, que perdemos a sensibilidade para enxergar os detalhes da grande riqueza que nos cerca. Riqueza que estamos perdendo ao adotarmos sistemas de produção e culturas incompatíveis com nossa realidade ambiental e climática". Enga. Agra. Eridiane Lopes da Silva Chefe da APA do Ibirapuitã/ICMBio/RS
O Bioma, conjunto de ecossistemas de mesmo tipo, em nossa região é denominado de Pampa. Ele estende-se por boa parte do Rio Grande do Sul, seguindo pela Argentina e pelo Uruguai. Também chamado de Campos Sulinos é um Bioma único no mundo. Em nenhum outro lugar do planeta são encontradas as espécies de plantas e de animais e, também, as expressões sócio-culturais das populações associadas a ele. A principal característica do pampa é sua cobertura vegetal rasteira que forma campos planos ou ondulados por coxilhas, tendo a participação de capões cuja vegetação mais densa, arbustiva e arbórea, se localiza ao longo dos cursos d’água.
O relevo gaúcho é bastante variado, com planalto ao norte, depressões no centro e planícies costeiras. A cidade de Canoas localiza-se na área da Depressão Central tendo as Coxilhas como características. Coxilha é uma colina localizada em regiões de campos, podendo ter pequena ou grande elevação, em geral coberta de pastagem.
“O solo canoense é formado por várzeas e coxilhas areníticas do sistema da campanha bordejam a cidade e são revestidas de capões e campos limpos. Predominam solos derivados de sedimentos aluviais recentes, mal drenados, ácidos, pobres em nutrientes e bastante influenciados pela presença de água. Foram famosos os capões nativos que outrora fizeram de Canoas bela e preferida estação de veraneio. Constituídos geralmente de aroeira, cedro, louro, guajuvira e outras espécies, a vegetação classifica-se em: campestre, silvática e palustre. Com o intenso desenvolvimento industrial, Canoas teve sua vegetação original alterada. Atualmente a superfície de Canoas apresenta poucas áreas de vegetação nativa. Em 1892, o cientista sueco Lindmann classificou a região como "Savana com raros capões". A paisagem de Canoas tranformou-se com a ação do homem e os capões deixaram de existir para dar origem as áreas urbanizadas e industriais, restando alguns deles como o Capão do Corvo, transformado no Parque Getúlio Vargas.”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_de_Canoas
Imaginemos a paisagem que Francisco Pinto Bandeira deparou-se ao chegar por aqui. Uma área com planícies inundadas (banhados) e terrenos planos entre relevos coxilhados. O estabelecimento de sua estância como primeiro núcleo social na região culminou na criação de nosso município. Para construir a sede de sua fazenda escolheu uma das áreas altas da região: a Colina do Abílio. Hoje é a entrada da cidade através da rua Santos Ferreira, Bairro Estância Velha, chegando por Cachoeirinha. Chamada inicialmente de Capão das Canoas, era uma área constituída de cobertura vegetal de gramíneas, que favorecia a atividade pastoril, base da economia dessa época, associada à mata ao longo dos cursos d’água: os Capões. Num destes capões, onde hoje é o Bairro Niterói, o marido e o filho primogênito da neta de Pinto Bandeira - dona Rafaela - são mortos a tiro durante a Revolução Farroupilha. Também, entre outro destes capões, corria livre o arroio Araçá, que, com a morte de Dona Rafaela, dividia suas terras entre os herdeiros.
Atualmente as colinas e capões estão desaparecendo na urbanização. A rua Açucena, por exemplo, entre a rua Santos Ferreira e avenida Boqueirão, corta uma das antigas colinas, hoje coberta pelo asfalto.
Na foto, ao lado esquerdo, pode-se observar parte das árvores ligadas ao Capão do Corvo, fundos do Parque Getúlio Vargas. Até quando teremos esta paisagem? As alterações vêm com o tempo influenciando no meio ambiente, modificando a cadeia biológica e atingindo a fauna e a flora. A rua Santos Ferreira, a antiga Estrada da Aldeia, surgiu do caminho dos tropeiros que, vindos de Gravataí, passavam pela Colina do Abílio, indo até a estação ferroviária e Rio dos Sinos. Tem o nome do marido de uma das bisnetas de Pinto Bandeira, que herdou esta parte das terras. Esta área marca a parte mais alta da cidade onde se localiza os cemitérios e uma das nascentes do Arroio Araçá: A Fonte Dona Josefina em terreno de forte declive, que serviu antigamente de descanso para os tropeiros e seus animais, pois encontravam ali água pura e cristalina. Com seu crescimento Canoas foi se reestruturando conforme pode se observar na noticia abaixo, onde o Araçá é chamado de canal