Este líquido é água.
Quando pura
é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas de vapor.
É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.
Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.
António Gedeão

Masaru Emoto, pesquisador japonês, tem estudado sobre ações, pensamentos e sentimentos que interferem na realidade física da água. Ele diz que sua estrutura cristalina é afetada pela “energia de vibração” absorvidas através de atos, palavras ou músicas.
Segundo o estudioso, ao emitirmos um tipo de vibração num frasco contendo água, ela absorverá um tipo de “energia” associada ao valor, moral, do pensamento, som ou palavra que foi submetida. Isso foi verificado através do processo de cristalização onde as moléculas de água, passando do estado líquido para o estado sólido, formaram estruturas tridimensionais bem definidas, formando figuras cristalinas simétricas e muito bonitas, quando passada vibração positiva. Ao contrário, porém, foram obtidas formas sem nenhuma regularidade, com aspecto desagradável e sombrio.
Depende de nós
Se esse mundo
Ainda tem jeito
Apesar do que
O homem tem feito
Se a vida sobreviverá...
Ivan Lins