sexta-feira, 1 de maio de 2026

Comunidades reunidas e ativas para uma Cidade Sustentável

 

O Movimento ECO Canoas convidou, na quinta-feira 30 de abril, o Projeto Rio Guri para integrar-se apresentando sua expertise em Educação Ambiental e prática comunitária nestes seus 22 anos de atividades. Estavam lá o Técnico Ambiental Walter Kunh Junior e os professores Daniel Santos, Pablo Prandini, Daniele Santos e Maria Inês Pacheco. 



O Grupo Eco Canoas nasce do desejo coletivo de repensar nossa cidade a partir da ecologia, da justiça social e da participação popular. O grupo emerge no contexto pós-enchentes de 2024, a partir da experiência concreta de solidariedade, organização comunitária e reconstrução do território, quando moradores, coletivos e iniciativas locais passaram a atuar diretamente no cuidado com a vida e na resposta à crise. A atuação é híbrida, articulando educação ambiental com presença ativa no território, por meio de encontros, ações comunitárias e construção coletiva de soluções para a cidade. É uma associação em construção, feita por pessoas que acreditam que a transformação começa no território, no encontro e no cuidado com a vida.

No início da reunião a professora Inês apresentou aos participantes, moradores de bairros diversos, a história do Projeto na micro bacia do Arroio Araçá ilustrando com imagens, materiais produzidos, mobilizações e a organização em seu blog.  


No segundo momento do encontro foi de farta reflexão e amplo debate sobre as necessidades atuais que devem manter a comunidade mobilizada com ações e cuidados. Na recepção a Professora Inês havia preparado um painel com notícias de Canoas, referentes ao final e início das décadas de 2000/2010, trazendo vários acontecimentos e problemáticas na cidade, refletindo no seu ambiente. Nestes segundo ano pós enchente de 2024, num momento de revisão do Plano Diretor/2015 na Cidade, urge a participação popular e o olhar nas demandas diversas da pauta ambiental.



Imagens: do movimento ECO Canoas 
e Gabinete do Vereador Gabriel Constantino.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Dia do Livro com Mario Quintana dos 'Rios Guris'

No 23 de Abril, o Projeto Rio Guri foi convidado para apresentar o trabalho com o Arroio Araçá inspirado no Poeta Mario Quintana, pelo Dia Mundial do Livro. O Encontro organizado pela ACE - Associação Canoense de Escritores e Biblioteca Municipal Joao Palma da Silva teve a participação de representantes da Casa do Poeta de Canoas e da Escola Estadual André Leão Poente.

     O Poeta nasceu em 30 de julho de 1906, e neste ano que marca seus 120 anos de presença poética, a ACE comemorou o Dia do Livro homenageando este "poeta das coisas simples". Quintana transformava o quotidiano em poesia com profundidade, e, neste sentido profundo, salientamos sua obra literária sobre Água, e a poesia Arroios - "ARROIOS SÃO RIO GURIS...". 

    A professora Maria Inês Pacheco e o Técnico Ambiental Walter Kuhne Junior, integrantes do Projeto Arroio Araçá Nosso Rio Guri, discorreram sobre a literatura ecológica como instrumento de conscientização.

Após a apresentação inicial dos palestrantes, com interações e perguntas sobre o projeto, a natureza e o ambiente da cidade, a participação foi geral com comentários e leituras sobre a biografia de Quintana e seus poemas - uma linda forma de conectar sentimentos.


Uma quinta-feira de Quintanares.
Manuel Bandeira usou "quintanares" para descrever os cantares (poemas) de Mario Quintana, 
sugerindo que eram simples, singulares e envolventes.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Fonte Josefina: memória em uma cidade (¬_¬)

Assim estava a Fonte Josefina em 31/03/26: com resíduos obstruindo a saída da água, sem possibilidade de visualização de sua proteção e do leito d'água que ali inicia.
O Canto da Estância
No seio da terra, um segredo guardado,
A fonte desperta em um brilho prateado.
Dona Josefina, em nome e memória,
Batiza as águas que narram a história.
Dos bairros operários, o pulso que brota,
Traçando no mapa uma líquida rota.
Pelas frestas do tempo, o Araçá se conduz,
Buscando o Guaíba sob o manto da luz.
É vida insistente que o asfalto não cala,
Um sopro de verde na urbana sala.
Cuidar desse espelho é guardar o amanhã,
Na voz de uma nascente, antiga e irmã.
Poema Modo IA inspirado em sua história.

A Fonte Dona Josefina é a nascente histórica do Arroio Araçá localizada no Bairro Estância Velha que já passou por fases entre abandono, revitalização e grande visitação. Importante ponto de preservação socioambiental está novamente em estado crítico em virtude da praça não receber manutenção, sendo utilizada para o descarte irregular de lixo. Também, já sofreu impactos no seu veio d'água em virtude do uso irregular por moradores em situação de rua, o que está novamente acontecendo. O local é um marco na memória cultural da região, além de fazer parte da memória local em virtude da proteção e do paisagismo datado de 1904 realizado por família tradicional da cidade.

Por ocasião da pandemia, a partir de 2020 o Projeto Rio Guri deixou de realizar a inúmeras visitação como parte da proposta pedagógica de realização do caminho das águas da cidade. Quando estava para reiniciar suas ações, em agosto de 2022 aconteceu a microexplosão, atingindo fortemente a Fonte Josefina, quando ventos de mais de 120 km/h derrubaram arvores por sobre a estrutura que protege a nascente. Desde, então não houve avaliação técnica ou qualquer ação de recuperação pelos estragos ocorridos, que seguem acumulados pelas ações climáticas e falta de manutenção.

Ao finalizar o mês de março/26, ainda pelas ações pelo DIA MUNDIAL DA ÁGUA, integrantes do Projeto Rio Guri realizaram mais uma visita de monitoramento encontrado a praça e a fonte, aquele lindo local utilizado uma sala de aula para Educação Ambiental, em estado de abandono com muito lixo e mato.

A visão na chegada pela Av. Santos Ferreira


O local onde ocorreram vários encontros da comunidade para debates sobre a história, a geografia, a biologia local. 
Para saber mais é só visitar o 'marcador Fonte Dona Josefina' aqui👉 ao lado.
O estado da 'nossa sala de aula'

A situação da escadaria de acesso e do portão de entrada.

A visão de cima da Praça (sem visão da Fonte)

Ao lado da Fonte uma barraca com vários materiais e resquícios de fogo.

A visão de frente para a Fonte com cobertor, madeira e demais resíduos

Vista do corredor ao lado do campo

A pracinha e o paisagismo histórico em estado de abandono.